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Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010.

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Antônio Frederico de Castro Alves nasceu na fazenda Cabaceiras, antiga freguesia de Muritiba, hoje cidade Castro Alves, Bahia, em 14 de março de 1847 e morreu prematuramente aos 24 anos, em 6 de julho de 1871. Foi o mais brilhante dos poetas do Romantismo brasileiro. Filho de médico, cursou a faculdade de Direito, em Recife.
Começou desde logo a patentear uma notável vocação poética e a demonstrar dotes oratórios pouco comuns, que mais tarde fizeram dele um dos arautos do movimento abolicionista e da causa republicana. Escreveu poesia lírica, e também poesia de caráter social, em favor da abolição da escravatura. Participou ativamente da vida estudantil e literária.
Ao livro “Os Escravos” pertenceriam “Vozes da d’África” e “O Navio Negreiro”, reunidos em “Espumas Flutuantes”, único livro publicado durante sua vida. Em “Vozes d’África”, representa uma soberba apóstrofe do continente escravizado, a implorar justiça de Deus. O que indignava o poeta era ver que o Novo Mundo, “talhado para as grandezas, para crescer, criar, subir”, a América, que conquistara a liberdade com formidável heroísmo, se manchava no mesmo crime da Europa.
Em “O Navio Negreiro” evocava o poeta os sofrimentos dos negros na travessia da África para o Brasil. Sabe-se que os infelizes vinham amontoados no porão e só subiam ao convés uma vez ao dia para o exercício higiênico, a dança forçada sob o chicote dos capatazes.